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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

BART 741 - Convívio em Fátima



Assinalando o 45º aniversário do regresso de Angola, terá lugar em Fátima, na Casa São Nuno, em 10 de Março, próximo, o 26º convívio do Batalhão de Artilharia 741.

O Silva Pereira, a cujo espírito solidário e perseverante devemos a regularidade com que nos temos reencontrado ao longo dos últimos 20 anos, já deve ter enviado a “convocatória” a todos os possíveis interessados.

Não estive presente nos primeiros convívios, que tiveram início em 1987, em Santarém, organizados então pelo Vítor Verdasca – um camarada sempre alegre e bem disposto, que a morte levou prematuramente – e pelo Carlos Bragança, porque o convite que me enviaram não me foi entregue, por estar desactualizada a morada.

Acabei por tomar conhecimento da realização dos encontros, por um daqueles acasos felizes, que nos alegram a vida de vez em quando.

Num fim de tarde de Maio (ou Junho?) de 1988, depois de uma visita à Feira Internacional de Lisboa, dirigia-me para o meu carro, quando, de dentro de um táxi parado na fila a aguardar clientes, ouvi o motorista a gritar repetidamente “Ó vaidoso! Ó vaidoso!”



O João Espanhol é o último da 2ª fila, a contar da esq.

Ao mesmo tempo que a minha mulher me dizia “aquele taxista está a gritar para ti!”, reconheci o João Espanhol, um dos membros da excelente equipa de enfermagem que tivemos a sorte de ter na CArt 738, e que nunca mais tinha encontrado desde o nosso regresso.

Dirigi-me a ele, sorrindo, e perguntado qual a razão para o “vaidoso”, respondeu-me, com aquele sorriso gaiato e amalandrado que nunca perdeu, que eu era vaidoso porque não ia aos convívios do Batalhão.

Esclareci-o que desconhecia a realização desses almoços, desconhecimento que lamentava, e ficou combinado que ele me avisaria quando fosse marcado o do ano seguinte, o que fez.

Foi assim que a partir de 1989 estive presente na maioria dos encontros, cuja organização, poucos anos depois, passou a estar a cargo do Silva Pereira, que prestou serviço como alferes-miliciano na CArt 739. (As suas experiências durante os meses da comissão em Angola podem, com proveito, ser lidas aqui).



Da esq. para a dta.: Magalhães (que costuma vir acompanhado de um vinho verde especial, pois não bebe qualquer zurrapa), Alves (um clarim fora de série) e o furriel-miliciano enfermeiro Fernandes (estreante nestes convívios), nas Caldas da Rainha, em 2010

Entretanto, a “velha ceifeira” pregou-nos uma partida e, egoísta, levou, demasiado cedo, o João Espanhol do nosso convívio. Quem o conheceu, sabe que o seu entusiasmo e optimismo (e às vezes um descaramento bom e são) nos fazem muita falta.

Este ano lá estarei de novo (salvo qualquer circunstância imprevista) e, mais uma vez, o tempo será curto para pôr a conversa em dia. Mas uma coisa é certa: vai ser, como sempre, um sábado muito especial.

P.S. - Um aviso à navegação: este ano vamos ter a companhia do “patrão” das transmissões da CArt 738, Morais Soares, que se deslocará do Canadá, especialmente para reencontrar velhos camaradas.

Também o Mário Abreu, furriel-miliciano do 3º pelotão, prometeu estar presente, se conseguir resolver alguns problemas logísticos.

E quem sabe se não haverá outras surpresas...


segunda-feira, 14 de março de 2011

25º Almoço-Convívio do Batalhão de Artilharia 741



Aspecto geral da sala

O 25º almoço-convívio dos militares do Batalhão de Artilharia 741, que se realizou no último sábado, nas Caldas da Rainha, constituiu mais um êxito, que ficamos a dever, de novo, ao espírito de camaradagem, bem como à capacidade de organização do alferes Silva Pereira, da CArt 739.

Entre antigos militares e respectivas famílias, estiveram presentes mais de duas centenas e meia de convivas, número que vem confirmar que os convívios realizados a sul de Coimbra são os que têm habitualmente maior afluência.

Mais velhos, mas com a mesma animação com que despachávamos Cucas ou Nocais, nas cantinas das várias Companhias, fomos avivando memórias de episódios que, de um modo ou de outro, contribuiram para a formação do nosso carácter.

Das conversas que fui mantendo com uns e com outros, concluí que o tempo criou alguma (inevitável) erosão, o que justifica que nem todos recordem alguns acontecimentos, ou que, recordando-os, o façam divergindo nos pormenores (que, nalguns casos, são mesmo “pormaiores”). Julgo que isso é natural, na medida em que, de uma maneira geral, não houve a preocupação de escrever diários. No meu caso, para além da memória, às vezes traiçoeira, socorro-me do que escrevia no verso das fotos que enviei para os meus pais, e que - ao contrário das cartas, que desapareceram quando, mais tarde, mudaram de casa -, não levaram sumiço.

Das ausências, merece uma menção especial a do furriel vagomestre da CArt 738, Vaz, que esteve presente em todos os 24 convívios anteriores. Motivos de força maior impediram a sua comparência desta vez. Todos (sobretudo no que se refere ao pessoal da CArt 738) sentimos a sua falta, e fazemos votos para que em 2012 possamos voltar a usufruir do seu dinamismo, e do seu peculiar sentido de humor.

Publico aqui algumas das fotos que me foram enviadas pelo Carlos Cristóvão, furriel da CCaç 715, da Missão do Bembe, que na continuação de uma amizade que teve início em Janeiro de 1965, mais uma vez nos honrou com a sua presença. As restantes são de minha autoria, esperando que relevem as amadorísticas deficiências de ordem técnica.


Mesa da organização



Os antigos sargentos (hoje capitães na reforma), Ferreira da Silva e Ramiro, também conhecidos como tropas de 1ª linha 


Duarte (mais conhecido por Lisboa), Carlos Bragança e Lobo (mais conhecido por Cigano)


Rubi Marques (comandante da CArt 738), e Alves (o melhor clarim que alguma vez ouvi tocar na tropa)


Casimiro e Carlos Cristóvão


O baile


A apanhar ar


Duarte, (?), Pereira, Fagundes e Carlos Cristóvão


Casimiro, Rubi Marques e Pereira


De pé: Fonseca; Sentados: Esposa do Duarte, Duarte e Bragança
(Foto de carlos Cristóvão)


Fagundes e Pereira
(Foto de Carlos Cristóvão)


De pé: Lobo e Carlos Cristóvão; Sentados: Ferreira da Silva e Ramiro


Fonseca e Carlos Cristóvão


Ramiro, Silva Pereira e Carlos Cristóvão


Bolo do aniversário da nossa chegada a Lisboa

quarta-feira, 2 de março de 2011

25º Almoço-Convívio



CArt 738 - Almoço nas Caldas da Rainha - 2009

Fruto do empenho (e do trabalho) do antigo alferes da CArt 739, Joaquim Silva Pereira, que há quase vinte anos vem mantendo acesa a chama que todos os anos nos tem dado a possibilidade de nos reencontrarmos, num convívio em que revivemos a camaradagem desenvolvida durante os vinte e seis meses de comissão, em Angola, vai realizar-se no próximo dia 12 de Março (como sempre, o sábado mais próximo do dia 9, em que se comemora o 44º. aniversário do regresso do BATALHÃO DE ARTILHARIA 741), pelas 13 horas, mais um almoço-convívio, que será, desta vez, o 25º.

O almoço terá lugar no RESTAURANTE "SALÃO MILÉNIO" (Anexo ao Caldas Internacional Hotel), sito na Rua Dr. Artur Figueirôa Rêgo, 45 – Caldas da Rainha.

Gostaria que este ano a afluência fosse elevada, sobretudo no que respeita aos camaradas da CArt 738, já que no ano passado, em Couto de Esteves, fomos poucos a responder “presente”.


CArt 738 - Almoço em Couto de Esteves (Sever do Vouga) - 2010

Eu sei que o lugar escolhido, fora dos principais eixos rodoviários, não terá sido apelativo para alguns, mas, este ano, voltamos às Caldas da Rainha, onde costumamos ter uma representação significativa.

Espero-vos lá.

Deixo duas fotografias, relativas aos dois últimos convívios.

Até ao dia 12, nas Caldas da Rainha.


P.S. - Ao salientar o esforço e a “teimosia” do Silva Pereira na continuidade dos nossos encontros, importa igualmente referir os nossos camaradas Verdasca – que infelizmente já partiu para a derradeira viagem – e Carlos Bragança, que também merecem uma palavra de reconhecimento, por lhes ter pertencido a iniciativa de organizar os primeiros convívios.